terça-feira, 13 de maio de 2014

Vivo em um mundo onde eu não sei se existo



Vi sangue nas paredes, no chão, no nosso futuro quarto
Eu vi quem não estava mais aqui, quem há muito se foi
Vi olhos maiores que os rostos, sorrisos de zombaria
Vi tudo o que não queria ver e o que jamais te mostraria

Eu vi um varal cheio de fotos que denunciavam um crime
Eu não consegui pega-las, nunca entendi nada sobre justiça
Ouvi sua voz, te procurei mas logo desisti de procurar
Haviam quadros nas paredes e muitas outras coisas que me distraiam

Móveis estranhos, que eu nunca havia visto nem parecidos
Estatuas provocantemente nuas, com olhos que pareciam de gente
Percebi seus passos, nossa fome, nossa sede e o meu amor
Nos diferenciando de todas as coisas não vivas

Nenhum comentário:

Postar um comentário