quinta-feira, 15 de maio de 2014

Pirotecnia


Aquela menina vivia fugindo de mim, mas eu não poderia desistir dela, sempre fui um homem persistente demais, mas nunca considerei essa característica como defeito e nem como uma qualidade, apenas uma característica.


- Eu sou um explosivo e posso explodir a qualquer momento – ela estava séria demais, me assustava.

- Se esta se referindo à morte, eu também sou um explosivo, somos mortais...

- É diferente, não te quero preso a mim, você não precisa acompanhar essa explosão que transforma um artifício em nada e faz com que todos prestem atenção nos céus, o que não leva embora a dor.

- Esta me fazendo sofrer agora, preciso te explicar que em mim sinto uma explosão, todas as vezes em que te vejo e eu queria continuar sentindo isso por muito mais tempo, pelo tempo que fosse possível.

- Eu também sinto isso - ela falou com uma voz trêmula, vi seus olhos brilhando muito mais que o comum, estava prestes a chorar.

- Eu não disse... Nós somos explosivos - sorri, mas não adiantou ela continuava emocionada demais, eu abracei ela, que permitiu de imediato, odiava que a olhassem enquanto chorava...

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