Faz quarenta dias que eu estou no meu barco a vela, não me sinto tão sozinho eu tenho os meus amigos. Só aparecem quando eu bebo, só aparecem quando eu não sou eu e hoje eu não... Que importa é o que te faz rachar as velas, que importa é o que te faz abrir os olhos de manhã. Já é de manhã. Adeus, já é de manhã. A estrada espera, já é de manhã, já é de manhã... ♫ (Vanguart)
Quantas vezes terei de voar e depois voltar para casa?
E quem me falará dos limites ou do que é pecado?
Perdoa-me a loucura, a entrega e a rapidez.
Pouca altura e pequena velocidade, pouco me interessa.
É que curtos são os amores, os do acaso e também os que planejamos,
Curta é a vida tendo-se tanto a conhecer, toca-se para conhecer
Acaba-se não se aprofundando em absolutamente nada
Mas o medo ou a brevidade da coisa, pouco me interessa.
Talvez tenha medo de prender-se e perder uma parte da vida,
Ache que amar é entrar em um lugar escuro e pequeno
Onde não se pode prever nada, onde só cabem dois.
Amanhã pela manhã, talvez durma ou talvez suma, pouco me interessa.
Uns dizem que evitar amar seria esconder-se da vida, então
Salvar o viver do amor ou amar para salvar a vida?
Perca um breve ou longo tempo comigo, sem que percamos nosso tempo
Se trincaremos? Pouco perigo e pouco amor pouco me interessa.
Existem mais estrelas no universo que grãos de areia em nosso planeta, vivemos sob o brilho destas, das estrelas vivas, das mortas e das que nos interessam.
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
A perda do que não teve
Ela não consegue crer que desejou exageradamente, que sufocou demais,
Só queria alguém que pudesse contar uma situação que tinha lhe acontecido
Mas agora não há ninguém, ou talvez tenha deixado de procurar,
Tenha procurado nos lugares errados, nas características erradas,
Da forma que não encontrara e será talvez, vencida pelo cansaço.
Ela tem depositado todas as suas perguntas onde não ha chances de obter respostas.
Ela não encontrou ninguém disposto a abrir mão de qualquer coisa por seu amor
Ninguém querendo molhar-se nessa chuva fina, essa não trás felicidade.
Mas na sua lente essa chuva deixou a fotografia da cidade toda manchada
Viu assim de sua janela e diz ter sido o borrão mais lindo que já viu até então
Ela não conseguia ver o que estava longe, mas o próximo enxergava perfeitamente.
Então não a diga que a chuva fina só fez atrapalhar a ordem do seu planejamento
Aquela noite a mulher firme, com tanta seriedade, sorriu delicadamente quando te viu,
Mas você não soube diferenciar esse sorriso de todos os outros, você não teve tempo.
Não deu tempo a ela, não esperou que chegasse a hora, tinha que ser de imediato,
Você desiste muito antes, porque acredita que ela é igual a tantas outras.
Sem sentido
Vivem como garrafas de plástico, que se vestem de rótulos,
Suas roupas, seus lugares preferidos, seus objetos...
Dão importância ao que na verdade não é importante
E acreditam firmemente que são felizes, que são livres.
Vestem-se de ideias que não são suas, ideias que são impostas,
Acreditam que dessa maneira estão sendo importantes
E querem com isso impressionar quem nem se importa.
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
Me nina
A menina cresceu, mas sua alma não, tem alma de menina.
Revestida na capa que o tempo se encarregou de construir
Segue... Aparentemente grande e capaz de suportar,
Suportar as flexas que surgem por todos os lados.
Finge de forte, finge com firmesa e não passa de uma menina.
Faz de conta que não sente a dor, pois aparenta suportar
E qualquer um poderia acreditar que ela passa muito bem.
Só que todos cresceram, ela não quer acreditar que cresceu também.
Admitir seria abandonar coisas demais, abandonar os sorrisos,
Esses sorrisos que já nem são tão sinceros assim.
Então, segue evoluindo em um ritmo só dela, lento demais talvez
Espera o dia que sua alma entrará em armonia com o corpo.
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
amizade
Eu estarei contigo pelo tempo que for preciso,
Tudo vai dar certo, você disse que sempre me ouviria
Então ouça agora: seus sorrisos irão retornar
Talvez não com a mesma forma, mas estou aqui,
Até que possa me substituir na sua realidade.
Até que se sinta confortável novamente
Até que se acostume com a minha ausência.
Tudo vai dar certo, você disse que sempre me ouviria
Então ouça agora: seus sorrisos irão retornar
Talvez não com a mesma forma, mas estou aqui,
Até que possa me substituir na sua realidade.
Até que se sinta confortável novamente
Até que se acostume com a minha ausência.
terça-feira, 17 de setembro de 2013
in-felicidade
- Você concorda que todos são tristes e insatisfeitos?
- Você sabe que sim.
- E não suportamos a tristeza de ninguém, não queremos por perto os que são tristes.
- Acho engraçado isso, já temos a nossa infelicidade e não queremos suportar a de ninguém.
- É. Basta a nossa... parece egoísmo isso.
- Todo mundo tem que fingir que vive bem pra se relacionar com os outros.
- Os que fazem questão de mostrar sua tristeza vivem sozinhos...
- Ninguém quer ter um amigo triste, um amor triste.
- Ninguém quer ser sozinho.
- Você sabe que sim.
- E não suportamos a tristeza de ninguém, não queremos por perto os que são tristes.
- Acho engraçado isso, já temos a nossa infelicidade e não queremos suportar a de ninguém.
- É. Basta a nossa... parece egoísmo isso.
- Todo mundo tem que fingir que vive bem pra se relacionar com os outros.
- Os que fazem questão de mostrar sua tristeza vivem sozinhos...
- Ninguém quer ter um amigo triste, um amor triste.
- Ninguém quer ser sozinho.
sábado, 14 de setembro de 2013
Mudança
Pra descobri uma verdade no meio de tanta confusão e mentira é preciso atenção, coragem e dedicação. Se não somos capazes de pensar não há como solucionar os problemas, nos arriscamos a virar idiotas, a ponto de sermos enganados e passados pra trás por qualquer outro idiota que aparecer em nossas vidas. Não deixe seus sentidos adormecerem, abra sua mente, domine suas armas e quando precisar use-as, você pode a qualquer momento fingir que nasceu agora e fazer o mundo começar pra você de novo. Você não pode fazer alguém ser como quer, mas você é capaz de ser quem quiser e sem ajuda de ninguém.
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Frágil alma
Tendo que fazer uma escolha que não teria retorno,
Viu-se contra o muro, plenamente encurralado.
Quando na verdade estava em um precipício
Tão livre quanto nunca esteve em tanto tempo.
Pela primeira vez poderia decidir o seu destino
Ele teria decidido o seu lugar, o seu fim talvez.
Pensou em ouvir pela ultima vez sua canção preferida
Mas esta dizia sobre a corrida e não sobre voar.
Iniciou-se uma serie de pensamentos sucessivos
E pensou, nos planos que não vingariam.
Na saudade que existia, Na dor que talvez cessasse.
Com que vida queria acabar, com que pessoa...
Enquanto se distraia com os seus pensamentos
A ajuda surgiu, talvez quisesse mesmo ser ajudado.
Foi o termino das suas ideias, dos seus devaneios,
Terminando ou começando, digo que até hoje ele esta a cair.
domingo, 1 de setembro de 2013
Sobre ele
Eu me deitei na grama, enquanto ele tirava o casaco,
Tirava pra que ficava entre mim e a grama.
Eu atravessava a rua sem esperar o sinal verde,
E tentava tirar o meu braço das mãos dele,
Que me segurava com a força exata, não machucava, nem soltava.
Nos dias de chuva, ele se dirigia até a mim pra me ver,
Ele não queria que eu me molhasse, mas eu queria,
Até arrumava a casa, revia os móveis, entendia de confusão, menos da minha.
Queria me mostrar todo tempo que era ali o meu lugar,
Mas ali eu não conseguia me encontrar.
Eu gostava dos seus cabelos, sorrisos, seus olhos...
Gostava até dos braços que sufocaram por tão pouco tempo,
Da obrigação de ter que beija-lo até que cansasse
E do jeito que me olhou quando acordei, no único dia que dormimos juntos.
Ele tinha um instinto protetor, queria me guardar de tudo.
Eu que não conhecia isso, tive medo, me senti preso.
Mas isso já faz muito tempo, não ha porque se arrepender,
Eu o mandei embora, ele tentou me convencer do contrario e depois acostumou.
Não tenho direito de voltar atrás, eu ainda não tenho certeza,
Eu não tenho certeza ha muito tempo, talvez nunca chegue a ter.
E como vive uma pessoa que não tem certeza de absolutamente nada?
Enquanto não sei se realmente o quero, me distancio cada vez mais dele.
Tirava pra que ficava entre mim e a grama.
Eu atravessava a rua sem esperar o sinal verde,
E tentava tirar o meu braço das mãos dele,
Que me segurava com a força exata, não machucava, nem soltava.
Nos dias de chuva, ele se dirigia até a mim pra me ver,
Ele não queria que eu me molhasse, mas eu queria,
Até arrumava a casa, revia os móveis, entendia de confusão, menos da minha.
Queria me mostrar todo tempo que era ali o meu lugar,
Mas ali eu não conseguia me encontrar.
Eu gostava dos seus cabelos, sorrisos, seus olhos...
Gostava até dos braços que sufocaram por tão pouco tempo,
Da obrigação de ter que beija-lo até que cansasse
E do jeito que me olhou quando acordei, no único dia que dormimos juntos.
Ele tinha um instinto protetor, queria me guardar de tudo.
Eu que não conhecia isso, tive medo, me senti preso.
Mas isso já faz muito tempo, não ha porque se arrepender,
Eu o mandei embora, ele tentou me convencer do contrario e depois acostumou.
Não tenho direito de voltar atrás, eu ainda não tenho certeza,
Eu não tenho certeza ha muito tempo, talvez nunca chegue a ter.
E como vive uma pessoa que não tem certeza de absolutamente nada?
Enquanto não sei se realmente o quero, me distancio cada vez mais dele.
Tempo
Devagar, devagar demais,
Era assim que o tempo passava
Como se fossem eternas todas as lutas
Congelaram a mim em um tempo que eu não queria estar
O tempo ali era calculado em segundos
Um grito poderia retirar tudo de seu lugar
Mas o medo da mudança, paralisa
Já não me implico em minhas próprias causas
Mas ando, ando alheia as vontades efêmeras
Cultivo um amor só meu
Não partilharia com mais ninguém
Acredito que aprendi ser assim
Não esperava vim aqui para ouvir:
"Não sabe que estar-se por fazer?"
Liberdade
Um barco, frágil demais para suportar tão longa viagem
Pequeno, portanto, incapaz de carregar
O peso das palavras daqueles que eu mesmo convidei
De sonhos leves, sonhos indecifrados, não compreendidos
Sonhos que não respeitavam o tempo e o espaço
Um barco infantil, talvez de papel,
Carregando tantos corpos, alguns de pobres almas
Eu Poderia sim desistir do sonho
Mas não se pode pular de um barco em alto mar
Poderia uma única pessoa salvar um pequeno barco?
Não, principalmente assim, com tantos navegantes
Então, pensei que restava tentar salvar a mim mesmo.
E pedir perdão quantas vezes for preciso aos que convidei ao barco
Até mesmo aqueles que entraram por obrigação, por acaso ou por amor
Talvez o sonho fosse apenas saber o destino das aves que atravessam aquele mar
Que egoísmo é por em risco tantas pessoas por um sonho assim
Seria o destino da ave apenas voar para enfim encontrar um lugar para morrer?
Pensei: que mal pode haver em querer passar pela vida voando?
Que mal há em enjoar tão rápido assim de qualquer coisa, de qualquer lugar?
Minhas estrelas voam, se movem e sempre que querem podem pousar.
Talvez eu só queira ao fim de toda a viagem me tornar uma estrela, uma ave.
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