domingo, 1 de setembro de 2013

Sobre ele

Eu me deitei na grama, enquanto ele tirava o casaco,
Tirava pra que ficava entre mim e a grama.
Eu atravessava a rua sem esperar o sinal verde,
E tentava tirar o meu braço das mãos dele,
Que me segurava com a força exata, não machucava, nem soltava.

Nos dias de chuva, ele se dirigia até a mim pra me ver,
Ele não queria que eu me molhasse, mas eu queria,
Até arrumava a casa, revia os móveis, entendia de confusão, menos da minha.
Queria me mostrar todo tempo que era ali o meu lugar,
Mas ali eu não conseguia me encontrar.

Eu gostava dos seus cabelos, sorrisos, seus olhos...
Gostava até dos braços que sufocaram por tão pouco tempo,
Da obrigação de ter que beija-lo até que cansasse
E do jeito que me olhou quando acordei, no único dia que dormimos juntos.

Ele tinha um instinto protetor, queria me guardar de tudo.
Eu que não conhecia isso, tive medo, me senti preso.
Mas isso já faz muito tempo, não ha porque se arrepender,
Eu o mandei embora, ele tentou me convencer do contrario e depois acostumou.

Não tenho direito de voltar atrás, eu ainda não tenho certeza,
Eu não tenho certeza ha muito tempo, talvez nunca chegue a ter.
E como vive uma pessoa que não tem certeza de absolutamente nada?
Enquanto não sei se realmente o quero, me distancio cada vez mais dele.

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