domingo, 1 de setembro de 2013

Liberdade



Um barco, frágil demais para suportar tão longa viagem
Pequeno, portanto, incapaz de carregar
O peso das palavras daqueles que eu mesmo convidei
De sonhos leves, sonhos indecifrados, não compreendidos
Sonhos que não respeitavam o tempo e o espaço
Um barco infantil, talvez de papel,
Carregando tantos corpos, alguns de pobres almas
Eu Poderia sim desistir do sonho
Mas não se pode pular de um barco em alto mar
Poderia uma única pessoa salvar um pequeno barco?
Não, principalmente assim, com tantos navegantes
Então, pensei que restava tentar salvar a mim mesmo.

E pedir perdão quantas vezes for preciso aos que convidei ao barco
Até mesmo aqueles que entraram por obrigação, por acaso ou por amor
Talvez o sonho fosse apenas saber o destino das aves que atravessam aquele mar
Que egoísmo é por em risco tantas pessoas por um sonho assim
Seria o destino da ave apenas voar para enfim encontrar um lugar para morrer?
Pensei: que mal pode haver em querer passar pela vida voando?
Que mal há em enjoar tão rápido assim de qualquer coisa, de qualquer lugar?
Minhas estrelas voam, se movem e sempre que querem podem pousar.
Talvez eu só queira ao fim de toda a viagem me tornar uma estrela, uma ave.

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